sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

2013 SERÁ UM ANO DE DISPUTA MAIS INTENSA

O final de 2012 aponta para um cenário de disputas e lutas para o ano de 2013, o povo precisa discutir e enfrentar a casa-grande que comanda a elite do capital. A grande mídia conservadora - PIG (Partido da Imprensa Golpista) há tempo vem passando o seu recado. A história nos mostra do que eles são capazes, já fizeram isso algumas vezes, em 1964 também. Então não devemos ficar atento apenas aos fenômenos, mas para as leis que estão determinando os fenômenos, o texto abaixo contribui para esclarececer um pouco esta questão.

"A crise sistêmica do capitalismo, blindada desde 2008 pelo poder de persuasão do seu aparato ideológico, encerra certo incentivo ao desespero milenarista.

A percepção do matadouro existe; seus contornos se estreitam. Alternativas são desautorizadas . O velho aparato interdita a busca de novos caminhos. Instituições são capturadas pela crise; a sociedade é destituída das suas salvaguardas. Governantes mugem como gado no rumo do abate. Pode ser no próximo ajuste. Ou nas urnas.

Seria preciso reformar as instituições democráticas para enfrentar a abrangência e a profundidade de uma crise como a atual.

O dispositivo midiático cuida de interditar esse debate.E toma a lição de casa a cada dia. No café da manhã, à tarde e na sabatina da noite." (Saul Leblon - Carta Maior)
Leia o texto na íntegra:http://cartamaior.com.br/templates/postMostrar.cfm?blog_id=6&post_id=1160

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A GRANDE MÍDIA E SEUS INTERESSES



Mídia exerce o papel de “aparelho privado de hegemonia” , segundo a definição de Antonio Gramsci.  A mídia atua como agentes políticos-ideológicos que procura defender os interesses de determinadas classes sociais, com isso, em nome da “opinião pública” tentam ditar as agendas dos governos.  São agentes privados que possui os seus interesses privados e procuram representar o todo desde que isto não interfira em seus interesses ou de determinadas classes sociais.
A dita “opinião pública” é algo paulatinamente forjada e acertada entre os órgãos da grande mídia. Há tempos atrás até podia-se encontrar diferenças entre as grandes mídias, escritas ou faladas, hoje não há mais diferenças de conteúdo, deixando muito claro o seu foco ideológico em defesa dos interesses do capital.
Como vimos à mídia não representa os interesses do povo e sim de parte do povo, por isso não devamos aceitá-la, sem restrição, como agente de investigação, pois não é o seu papel a mediação de conflitos e geralmente não assegura a proteção aos envolvidos, como o direito de resposta, por exemplo, este papel cabe ao Estado. Para se legitimar a mídia tenta se revestir da ideologia da “neutralidade”, da “independência”, da busca “pelo bem comum”, do “apartidarismo”, da “liberdade de expressão” e “sentimento nacional” entre tantos outros. Quem participa de movimentos e debates sabe, a opinião das pessoas pode sempre ser mudadas, basta ter acesso às informações.
No Brasil não haverá democracia sem a democratização da mídia. É preciso romper com este sistema midiático composto por órgão privados, comerciais, partidários, elitizado e oligopolizado, são na verdade um empecilho para o avanço da democracia.
Hoje no Brasil catorze famílias possuem 90% do mercado midiático (privada e comercial) e o sistema de concessões de rádios e TVs são controlados politicamente pelo Congresso Nacional. Com todo esse poder conseguem barrar a CPI do Cachoeira que iria desnudar a Revista Veja e Revista época da Globo.
A grande mídia, representantes dos interesses do capital, tenta ditar principalmente a agenda do Ministro da Fazenda, a redução dos juros é um horror, vai deixar muitas famílias da casa-grande em dificuldade, a farra do retorno fácil do dinheiro está acabando, procura também a todo o momento forçar para que o governo aumente o preço da gasolina para que as ações da Petrobras possam subir e garantir o retorno na bolsa de valores. Índice de inflação já teve ter mais de dez, até semanal tem, qualquer oscilação positiva do índice o comentarista já fala, o governo precisa aumentar os juros para conter o consumo.